Brincar é tudo de bom!

Brincando
Diversão na areia!

Eu brinco, tu brincas, ela brinca…
Me sento na cadeira e ela logo diz “Senhora, há quanto tempo! Está trabalhando muito? Vamos fazer qual penteado hoje? Você tem um casamento pra ir?”. Eu, sorrindo, respondo “Pois é, hoje tenho um casamento! Quero algo bem bonito e que combine com o vestido de princesa que ganhei!”
Pronto! 
O que parecia um simples pentear de cabelo na manhã de domingo se torna o salão mais famoso do mundo! Digo, da galáxia! Porque é isso que ela me diz enquanto me explica sobre as formas de pagamento que posso fazer no seu salão mágico (beijos na bochecha, crédito ou débito e até desenhos entram).

Numa galáxia bem próxima…
“Tia Dani, vamos fazer uma experiência? Eu sou aquele velhinho com cabelo branco que usa óculos e mistura um monte de coisas em um vidrinho!” Pedro entusiasmadíssimo dispara todas essas frases enquanto seu irmão, Lucas, aguarda ansioso pela minha resposta, já segurando dois copos com refrigerante e suco nas mãos. E lá vamos nós criar vozes e cenas de um laboratório maluco que inventou uma poção, sim, uma poção que deixa quem é careca cabeludo e quem é cabeludo careca!
E o que parecia um final de almoço em família se torna esse laboratório engraçado e sem limites para a nossa imaginação.

Brincando com massinha!
Brincando de fazer massinha!

Brincar com minha enteada e meus sobrinhos é realmente uma das formas mais bonitas e simples do apreciar infantil, desta ingenuidade e alegria presente nas crianças. E foram em dias assim que me permiti “reparar” no quão rico e importante é o brincar livremente. Aquele brincar com bonecas, com bola, com corda, com colagens, com sombras, com qualquer elemento que esteja à nossa disposição e, claro, com nossa imaginação!

Mas por que brincar é tão importante?
Ao pensarmos um pouco nos estudos apresentados pela psicologia infantil, concluímos que por meio da brincadeira as crianças se desenvolvem física, intelectual e socialmente. Vigotsky ainda diz que a brincadeira é o caminho fundamental para o desenvolvimento da mente humana, porque se trata de uma idealização da realidade, uma vez que a criança começa a sentir-se parte do mundo, tenta compreendê-lo e até mesmo modificá-lo.
O brincar também permite que a criança se distancie do que a faz sofrer, deixando-a explorar, reviver e elaborar situações que foram difíceis para ela um dia.

Eu quero ser criança!
Todas as vezes que assisto à já clássica cena em que um Tom Hanks novinho fica em frente a uma máquina de fazer desejos, pede para se tornar adulto, tem seu desejo realizado, mas só consegue “sobreviver” no mundo adulto porque tem um coração de criança e realmente sabe brincar; faz com que uma explosão de motivos para deixarmos nossas crianças brincarem aconteça em mim! E uma delas é esta: brinque pelo simples ato de brincar! Deixe as crianças explorarem suas imaginações e vontades, aprecie os diálogos delas enquanto brincam e imitam você! Sim, elas nos imitam com vozes e frases completas! Esteja ali disposto a rir com elas e principalmente a permitir que elas tenham este tempo tão importante e rico para o seu desenvolvimento enquanto humanos pensantes e que sabem realmente brincar, rir de si mesmos e se divertir!

Big (Quero ser grande, 1988)
Big (Quero ser grande, 1988)

Quero saber mais!
Vygotsky, L. S. A formação social da mente.
Winnicott, D. W. (1975). O brincar e a realidade.
Klein, M. (1955). A técnica psicanalítica através do brincar.

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