Idas e vindas

Enquanto escrevo

Escrever nunca foi e nunca será uma atividade tão fácil e límpida de praticar. Basta gravar um vídeo de todos os nossos vai-e-vens de espaço – palavra – delete – palavra – espaço. Chega a ser curioso e engraçado a nuvem de palavras que vão se amontoando em nossa cabeça enquanto criamos um parágrafo ou uma frase.

Escrever é um ato de amor.
Essa frase vem à mim logo no início deste post, mas não encontro um caminho de chegar até ela e muito menos uma maneira de que não me permita soar tão piegas ou sem alma, sem fulgor…
Olhar pela janela ajuda, tomar mais um gole de café ajuda e pensar e repensar sobre o processo em si também ajuda. E sim, isso eu e você sabemos, o que nos precisa ser lembrados é que escrever é, como toda atividade física (e intelectual) um movimento; movimento esse que envolve disposição, músculos, olhos atentos e pensamentos vivos. Okay Dani, agora você tocou no que mais me incomoda que é – minha própria procrastinação! E é aí que o bicho pega!

Eu, você e o mundo

Sempre escuto de meu namorado que é preciso “fazer” a inspiração enquanto necessidade, enquanto pulsação, ou seja, que é preciso viver com a necessidade de fazer aquela atividade sem depender de fatores externos. Sim, sem DEPENDER deles. O mundo, o outro, o tudo que não é o eu, sempre nos trará um tipo de influência e sobre isso não precisamos nem discutir, porém o que precisamos encarar hoje é que nossa procrastinação tão conhecida e tão pertencente à nós, vive e faz moradia em nossa rotina porque não encaramos certas atividades como um trabalho ou como algo a ser feito hoje!
Por isso, quero propor a mim e a você leitor que queira desenvolver algo, melhorar alguma coisa ou até mesmo incorporar um novo hábito a sua rotina que comece do começo e vá até o fim! Como bem lembra o Rei à Alice*. Mas que comece e que não tenha medo de parar e voltar para o começo; porque afinal de contas, estamos todos tentando e claro, indo e vindo.
Esse post nasceu para falar sobre o ato de escrever, mas seguiu um outro caminho… pois é, palavra que puxa palavra….
Estive distante por motivos óbvios de trabalho e má gerenciamento do tempo e claro, por procrastinação também. Como uma pessoa que se cobra muito, principalmente diante de suas produções de escrita, muitos posts foram perdidos e deletados, mas volto sem medo e com vontade de compartilhar os absurdos e as vozes que dialogam comigo e com meus “migos” o tempo todo!

 

* “Comece pelo começo, disse o rei com muita gravidade, siga até o fim: daí pare!” – Rei de Copas. 

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